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Conheça os diferentes tipos de financiamento imobiliário
De acordo com o Datafolha, 70% dos brasileiros têm o desejo de adquirir uma casa própria como uma de suas prioridades. No entanto, a maioria não possui o investimento necessário para comprar um imóvel à vista.
Se esse é o seu caso, o financiamento imobiliário pode ser uma excelente alternativa. Acompanhe o texto e entenda os diferentes tipos dessa solução que pode tornar o seu sonho realidade.
Antes, saiba o que é o financiamento imobiliário
O financiamento é uma opção para quem deseja adquirir um imóvel, mas não possui todo o valor para efetuar a compra à vista. Ao financiar uma casa ou apartamento, o comprador paga um valor de entrada e uma instituição financeira fica responsável por pagar o restante. Em seguida, é necessário efetuar o pagamento à instituição de forma parcelada, com taxas de juros e correção monetária.
As taxas de juros fazem parte de um financiamento e servem para compensar o período em que a instituição financeira não terá o dinheiro em mãos. A taxa é definida de acordo com alguns fatores, como a renda familiar, a idade e o histórico de dívidas do comprador, o valor do imóvel e a probabilidade de inadimplência. Quanto maior o risco, maior será a taxa.
Já a correção monetária refere-se ao reajuste do valor do Real em relação a outras moedas e à inflação, a fim de corrigir a perda econômica existente. Em financiamentos imobiliários, geralmente são utilizados a Taxa Referencial (TR) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como índices de correção.
Outro termo importante presente nos financiamentos é a amortização, que representa a forma de liquidar ou reduzir o saldo devedor para quitar a dívida total.
Tipos de financiamento
Entenda agora quais são os tipos de financiamento existentes.
Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
É um dos financiamentos imobiliários do Brasil mais utilizados. Por meio dessa modalidade, tornou-se mais fácil ter a aprovação da liberação de crédito para adquirir um imóvel próprio. Nesse caso, o comprador usa os recursos do FGTS e de poupanças para liberar o crédito, sendo possível financiar até 80% do valor do imóvel.
Para utilizar o SFH, você precisa preencher os seguintes requisitos:
- Ser brasileiro, naturalizado ou ter visto permanente para estar no Brasil;
- Não possuir restrições em cadastros como Serasa, SPC, BACEN e Receita Federal;
- Apresentar uma renda adequada para pagar a prestação mensal;
- Possuir mais de 18 anos de idade ou ser emancipado após os 16.
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)
Apresenta uma negociação mais flexível entre o cliente e o banco, em comparação ao SFH. Nessa modalidade, não há um valor máximo imposto para avaliação do imóvel nem um limite de renda comprometida. No entanto, isso pode resultar em taxas de juros mais elevadas, variando entre 12% e 16% ao ano.
O prazo máximo para quitação é de 35 anos, e o valor concedido pelo financiamento pode chegar a 90% do custo total do imóvel. Desde 2021, o SFI permite que o comprador utilize o saldo do FGTS para a quitação de prestações.
Para utilizar o SFI, existem alguns requisitos:
- Pode-se usar o FGTS apenas para amortizar parcelas do primeiro imóvel;
- O valor do imóvel não deve ultrapassar R$ 1,5 milhão;
- A conta do FGTS precisa ter mais de três anos;
- É necessário escolher a redução do saldo devedor ou quitar até 80% das prestações em 12 meses, prorrogáveis ao final de cada período.
Programas habitacionais
Outra alternativa de financiamento são os programas habitacionais, projetados pelo Governo Federal. Eles servem para tornar a aquisição de imóveis mais acessível para pessoas de baixa renda. Nesse tipo, o comprador precisa se adequar aos requisitos exigidos para adquirir a casa própria de forma mais facilitada, com juros reduzidos e subsídios.
Tabela Price
Bastante utilizada no exterior, esse tipo de modalidade oferece parcelas fixas com amortização crescente e juros decrescentes. Ou seja, nas primeiras parcelas, a maior parte do valor refere-se aos juros.
Assim, conforme as parcelas vão sendo quitadas, os juros vão diminuindo. Isso significa que os juros são amortizados nos valores de cada parcela. No Brasil, a Tabela Price passou por algumas mudanças. As parcelas não são fixas e se alteram de acordo com a inflação.
Sistema de Amortização Constante (SAC)
Nesse sistema, há uma variação de juros, o que faz com que as prestações se reduzam ao longo do financiamento. Isso ocorre porque o montante referente à amortização permanece constante durante todo o período do contrato. O que se altera é apenas o valor mensal dos juros, que diminui gradualmente até que a dívida seja quitada.
Sistema de Amortização Crescente (Sacre)
O Sacre é a união do SAC com a Tabela Price. Nesse sistema, as parcelas possuem um valor crescente até um limite especificado. A partir disso, começam a diminuir. Sendo assim, as amortizações são definidas conforme o comprador efetua o pagamento das parcelas.
Mantenha-se bem informado para adquirir o seu imóvel com segurança!
Agora que você já sabe os tipos de financiamento existentes, pode escolher a melhor opção para o seu caso. Lembre-se de ficar atento às informações sobre esse tema antes de realizar o sonho da casa própria.
Veja também: Empreendimento Le Petit
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